Assim como todo texto de volta ao blog começo com minhas velhas desculpas: porque mais uma vez deixei de escrever? Porque mais uma vez me permiti não realizar uma das coisas que mais amo nessa vida. Porque em sã consciência parei de fazer algo que me dá tanto prazer?
Bom, assim como em todas as outras vezes, não sei responder, não consigo entender. A única coisa que mudou dos últimos 2 anos pra cá é que dessa vez não voltei a escrever por cobranças internas, deadlines de projetos que só existiam em minha cabeça ou por vontade de ganhar a vida na escrita.
Estou voltando por pura necessidade. Necessidade em aproveitar pequenos minutos da minha vida corrida com algo que me traz felicidade pura. Necessidade em me lembrar o quanto me divirto escrevendo sobre meus sentimentos e por tudo que encontro em meus rascunhos.
O que aconteceu entre esse texto e o último rascunho escrito lá em 2020? MUITA COISA!
Cresci muito, chorei bastante, encontrei o amor, uma nova paixão profissional, me desafiei, me superei e voltei a digitar feito uma doida sorrindo na frente do computador. Voltei pra mim mais uma vez.
Sem entender o porquê de ter demorado tanto, hoje enxergo com clareza o caos que é arrumar tempo no dia a dia para colocar em prática qualquer coisa além do que julgamos obrigatório e como organizar a rotina com pequenas doses de alegria, não deveria, mas é algo quase impossível.
Demorei um pouco para me encontrar com todas as mudanças repentinas que aconteceram nos últimos anos, mas hoje sinto que consegui criar uma rotina que amo, hábitos mais organizados e muito tempo livre, que muitas vezes não existe, mas faço questão de criar, para descansar o corpo e a mente.
Pra quem procura a fórmula secreta para tempos difíceis, ela não existe. E diferente do que muita gente diz encarar tudo com extrema positividade também não ajuda. Aceitando o tempo com o coração aberto e enxergando com sinceridade meus próprios sentimentos vou criando mais uma vez.
Espero me divertir no processo e não deixar de priorizar o que me faz bem novamente. Mas caso aconteça (e vai rs) torço para que em meu caminho sempre encontre novas formas para voltar.

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